20 Jun — 22 Aug 2026 | ÉVORA
Criaturas da Noite
Curated by João Muchagata
Alquimista Ceramics, Ana Pinho, Azoriano, Caetano Oliveira, Carlos Manuel Gonçalves, Clara Rêgo, Dylan Silva, Francisco Pessegueiro, Galhanas, Luís Royal, Maria Imaginário, Metade Sereia Metade Peixeira, Nadia Frolova, Oficina Marques, ONREE, Pedro Moreira, Pedra no Rim, Vítor Reis
Na exposição, somos convidados a mergulhar num universo onde a escuridão revela formas inesperadas e seres que habitam os limites entre o real e o imaginário. Dezoito artistas foram desafiados a interpretar a noite e o seus habitantes, cada um através da sua linguagem e prática pessoal. Das profundezas marinhas emergem as obras escultóricas de Clara Rêgo, que dialogam com os seres híbridos de Metade Sereia Metade Peixeira e a dupla de peixes anfíbios criada pela Oficina Marques. Entre falésias e cavernas, surgem as criaturas rastejantes metalizadas de Nadia Frolova e o demónio de várias caras de Ana Pinho, assim como a mitologia da Medusa revisitada por Galhanas.
Os morcegos velozes de Pedra no Rim contrastam com os seres mais robustos de Dylan Silva, enquanto o jogo de sombras criado através dos castiçais de Luís Royal iluminam as formas orgânicas e coloridas de Maria Imaginário. Neste território noturno, a estrutura de carácter ancestral criada por Onree, pode servir de abrigo aos pássaros negros de Caetano Oliveira, sempre sob o olhar curioso dos seres traquinas de Carlos Manuel Gonçalves.
A noite é ainda povoada pelos diversos monstros de Azoriano e pelas figuras inquietantes de Francisco Pessegueiro, assim como por um fantasma muito atrevido de Vitor Reis, não fosse a noite também um local de experimentação e liberdade sexual. Para enfrentar estas criaturas, talvez seja prudente recorrer às máscaras de Pedro Moreira, ao colete de amuletos de Alquimista Ceramics e, claro, a uma boa dose de coragem! Desta forma, cria-se uma bestiário e uma ecologia fictícia que explora as múltiplas possibilidades da noite, onde habita o pecado e a diversão.
In this exhibition, visitors are invited to immerse themselves in a universe where darkness reveals unexpected forms and beings that inhabit the boundaries between the real and the imaginary. Eighteen artists were challenged to interpret the night and its inhabitants, each through their own visual language and personal practice. From the depths of the sea emerge Clara Rêgo’s sculptural works, which engage in dialogue with the hybrid beings of Metade Sereia Metade Peixeira (“Half Mermaid, Half Fishmonger”) and the pair of amphibious fish created by Oficina Marques. Among cliffs and caves appear Nadia Frolova’s metallic crawling creatures and Ana Pinho’s many-faced demon, alongside Galhanas’s reinterpretation of the Medusa myth.
Pedra no Rim’s swift bats contrast with the more robust beings of Dylan Silva, while the interplay of shadows cast by Luís Royal’s candleholders illuminates the colourful organic forms of Maria Imaginário. Within this nocturnal territory, the ancestral structure created by Onree may serve as a shelter for Caetano Oliveira’s black birds, all under the curious gaze of Carlos Manuel Gonçalves’s mischievous creatures.
The night is further populated by Azoriano’s many monsters and Francisco Pessegueiro’s unsettling figures, as well as a particularly cheeky ghost by Vitor Reis, after all, the night is also a place of experimentation and sexual freedom. To confront these creatures, it may be wise to rely on Pedro Moreira’s masks, Alquimista Ceramics’ vest of amulets, and, of course, a healthy dose of courage. In this way, a bestiary and a fictional ecology are created, exploring the many possibilities of the night, a realm where both sin and pleasure reside.